11/08/2015 - Construindo um matrimônio Santo


Deus, criador de tudo, criou o homem e a mulher como efusão de seu amor. Amou-os infinitamente e lhes deu uma vocação ao amor e a comunhão.  A Família, consequência dessa vocação, é, dentre todas as suas obras, a obra predileta de Deus nesse projeto de amor.  Ela não é criação humana, nem do Estado, nem da Igreja.  É constitutivamente ligada a natureza do homem e da mulher, para o bem e a felicidade pessoal, da sociedade e da Igreja. 

Cada homem e cada mulher são chamados a realizar esse projeto.  São chamados, por graça, a uma aliança com seu criador, a oferecer-lhe uma resposta de fé e de amor que ninguém mais pode dar em seu lugar. 

A  intima comunhão de vida e de amor conjugal que o criador fundou e dotou com suas leis o próprio Deus é o autor do matrimonio. 

A vocação para o matrimônio está inscrita na própria natureza do homem e da mulher, conforme saíram da mão do criador. 

Deus, que criou o homem por amor, também o chamou para o amor, vocação fundamental e inata de todo o ser humano.  Pois o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, que é amor. 

Deus coloca no centro da criação o homem e a mulher, com suas diferenças e semelhanças, mas com igual dignidade, chamando-os à existência por amor e para amar. 

Esse amor é bom, muito bom, aos olhos do criador, que “ é amor”. E esse amor abençoado por Deus é destinado a ser fecundo e a realizar-se na obra comum de preservação da criação. “Deus os abençoou e lhes disse: sede fecundos,  multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a “.

O matrimonio está intimamente ligado ao instinto sexual. A diferença de sexos, a  atração física, afetiva e psicológica entre o homem e a mulher são a base natural do matrimonio.  O instinto tende a satisfazer-se de forma heterossexual, tendo como resultado a procriação, que 
conserva e multiplica a espécie.

A união do homem e da mulher consegue uma complementação não puramente biológica, mas uma “integração” completa-afetiva, intelectual, espiritual e vital - dos valores da virilidade e da feminilidade, para os constituir uma só carne. Gn 2,24 – “Por isso um homem deixa seu pai e sua mãe, e se une à sua mulher e eles se tornam uma só carne”. 

É provável que esta insistência sem equivoco na indissolubilidade do vinculo matrimonial deixasse as pessoas perplexas e aparecesse como uma exigência irrealizável . 

Todavia, isso não quer dizer que Jesus tenha imposto um fardo impossível de carregar e pesado demais para os ombros dos esposos. Como Jesus veio para restabelecer a ordem inicial da criação perturbada pelo pecado, ele mesmo dá a força e a graça para viver o casamento na nova dimensão do Reino de Deus. 

É seguindo a Cristo, renunciando a si mesmo e tomando cada um sua cruz, que os esposos poderão  “ compreender” o sentido original do casamento e vivê-lo com a ajuda de Cristo.  

Esta graça do matrimônio cristão é um fruto da cruz de Cristo, fonte de toda vida cristã. Cristo é a fonte desta graça,   como outrora Deus tomou a iniciativa do pacto de amor e fidelidade com seu povo, assim agora o Salvador dos homens, Esposo da Igreja, vem ao encontro dos cônjuges cristãos pelo sacramento do matrimonio. 

Permanece com eles, concede-lhes a força de segui-lo levando sua cruz e de levantar-se depois da queda, perdoar-se mutuamente, carregar o fardo uns dos outros, submeter-se uns aos outros no temor de cristo e amar-se com um amor sobrenatural, delicado e fecundo. 

O amor conjugal sadio e nobre precisa crescer no mesmo ritmo que o amor a Deus. Para crescer, o amor tem de renovar. Santo Agostinho diz que o amor não pode parar: se não se renova o combustível, o fogo do amor se apaga. 

O crescimento do amor conjugal tem de acompanhar o crescimento da vida interior e vice versa. “ Como vamos amar a Deus, a quem não vemos, se não amamos o próximo, a quem vemos?” 

O sacramento do matrimonio coloca Jesus Cristo, de modo muito especial e concreto, entre os esposos. De tal maneira que, quando se amam – e devem amar-se sempre- , estão amando a Cristo; e quando dialogam entre si, mesmo que seja sobre as coisas mais insignificantes da vida cotidiana, estão dialogando com Cristo, estão fazendo oração, ainda que não o percebam, pois o Senhor os escuta e lhes responde com a sua graça e sua ajuda. 

Aumentar o amor mutuo é o mesmo que dilatar o amor de Deus O amor conjugal tem que ser profundo e progressivo, como o amor a Deus. Por isso, nem os obstáculos, nem as provações, nem a própria monotonia do dia-a-dia poderão deter – para quem ama a Deus – o aumento progressivo do amor conjugal. 

Aqueles que foram chamados por Deus para formar um lar devem amar-se sempre, com aquele amor entusiasmado que tinham quando eram namorados ou noivos. O matrimonio,  que é sacramento e vocação, não pode se abalar quando chegam as dores e os contratempos que a vida sempre traz consigo. Aí é que o amor aprende a tornar-se mais firme. 

As contrariedades e os sacrifícios generosamente partilhados unem profundamente o casal. Neste sentido, o espirito de sacrifício, o amor à cruz, é indispensável para crescer na santidade conjugal. 

Mas essa verdade não pode ficar assim, reduzida a uma simples e bela teoria. Ela tem de se configurar na vida do dia-a-dia. Como?

Lutando para vencer o egoísmo pessoal, que nos leva a pensar que estamos certos e que a outra parte é que está errada; abrindo os olhos e a mente para enxergar, na sua verdadeira dimensão, o modo de pensar e de ser do outro cônjuge,  os seu gostos, a sua sensibilidade; alargando o coração para compreender a sua escala de valores, as suas limitações e, sobretudo, os seus defeitos; saindo do comodismo pessoal, para cooperar, com toda a 
capacidade na manutenção e conservação do lar, nos seus mil encargos e afazeres e na educação dos filhos, com as suas varias implicações. Muito especialmente, é preciso saber sacrificar-se, como a mãe na hora do parto, para dar a luz filhos  bem formados e amadurecidos à sociedade. Santo Tomás diz que a família é como o  “ útero social”, que vai formando e desenvolvendo os filhos, até sua maioridade, para entrega-los ao mundo 
satisfatoriamente desenvolvidos. 

Não haverá uma possível e autentica santidade para os esposos, se não houver esse esforço para superar o egoísmo pessoal. Pretender o contrario seria hipocrisia, pois o egoísmo impede a união total, a doação plena dos cônjuges entre si e a integração na vida dos seus filhos. Eis a chave da felicidade! 

Os pais cristãos tem a tarefa especifica de educar os filhos para a oração, de introduzi-los na descoberta progressiva do mistério de Deus e no relacionamento pessoal com Ele. 

A oração como encontro com cristo, não se expressa “apenas em pedidos de ajuda” mas também em ação de graça, louvor, adoração, contemplação, escuta, afetos da alma, até se chegar a um coração verdadeiramente “apaixonado” e à experiência da contemplação no 
meio das realidades quotidianas. 

Segundo expressão do Vaticano II

“O centro e a raiz” da família é a Eucaristia. O lar cristão não pode deixar de ser efetivamente “Cristocêntrico”. Na Eucaristia está real e substancialmente o próprio cristo que se emola de novo no Santo sacrifício da missa, como força e sustento das famílias.
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