13/04/2012 - Um SIM à Vida!!!


Como bem disse o Cardeal Dom Odilo, no dia de hoje “alguns poderão dizer que a Igreja ‘perdeu’ ”. Digo que certamente alguns festejarão dizendo que a aprovação do aborto é uma vitória de um país laico e democrático. Ledo engano.
Relembro agora da passagem do julgamento de Jesus, onde muitos diziam: “crucifica-o, crucifica-o”. Foi triste aquele dia em que os soldados sortearam a túnica de Jesus, rindo de sua cara, na Via Crucis. Foi um dia de tristeza, dia em que as trevas venceram a luz. É justamente assim que nos sentimos no dia de hoje, dia em que as crianças com alguma dificuldade no cérebro são condenadas à morte. É um dia em que nos sentimos tristes, dia em que Pilatos novamente lava as mãos diante da situação e dia em que alguns soldados riem de nossa cara, levando o Cristo presente em cada uma dessas crianças, novamente, à morte. É sim um dia em que o céu escurece e as trevas vencem a luz. Deve ficar claro que não se trata de um dia em que os cristãos são vencidos. Digo cristãos sim, pois de modo muito belo muitos pastores, das mais variadas denominações, sendo iluminados pelo próprio Cristo, juntaram-se a nós na luta em favor da vida. Trata-se de um dia em que todos os homens de boa vontade, de um dia em que a humanidade e especialmente todos os brasileiros foram derrotados.
É inacreditável a dificuldade em se perceber que o Evangelho da vida não se reduz exclusivamente aos crentes, mas destina-se a todos. Assim sendo, como é possível se manipular um discurso e dizer que a vida, sua defesa e promoção, é coisa de religiosos?
Parece a você uma questão estranha? Mas é justamente isso. É esse o discurso promovido no congresso, apresentando os valores da vida, o direito de viver como um discursinho de religiosos. É brutal a ignorância da maioria desses parlamentares que não conseguem perceber que quando a Igreja declara o respeito incondicional do direito à vida de toda pessoa – desde a concepção até a sua morte natural – ela se remete a um dos pilares sobre o qual assenta toda a sociedade: um Estado humano. Ou seja, um Estado que reconheça como seu dever primário: a defesa dos direitos fundamentais da pessoa humana, especialmente da mais frágil, especialmente daquela que não tem voz, nem vez, para se defender.
Assim, atuar em favor da vida é contribuir para a renovação da sociedade, através da edificação do bem comum. E é evidente que não pode haver uma verdadeira democracia, se não é reconhecida a dignidade de toda e cada pessoa humana, se não se respeitam os seus direitos.
Lembremos aquele ditado tão popular, mas que foi esquecido para se descriminalizar o aborto das pobres crianças anencéfalas: “a minha liberdade termina quando começa a liberdade do outro”. Assim, o meu direito termina também quando se começa o direito do outro. Portanto, nenhuma mulher, por um simples desejo de não sofrer, tem o direito de assassinar uma criança. Ninguém tem o direito de matar outro, pois onde está sendo respeitada a liberdade ou o direito fundamental da criança em viver?
O que mais me deixa feliz é saber Jesus não fica na morte. Apesar de passar pela noite de trevas, ele não ficou nela. Ele venceu a morte e ressuscitou. Deste modo, confio que, apesar dessa grandiosa noite de trevas, devemos nos unir e lutar para que a Ressurreição do Cristo seja realmente anunciada a todos os povos.
Não é, portanto, para nós motivo para desanimarmos. Ao contrário, é hora de confiarmos na Ressurreição e lutarmos, com mais força e ainda mais unidos, para que a luz do Cristo Ressuscitado chegue às mais profundas trevas dos corações obscurecidos pelas escuridões enganadoras. Queremos um país realmente democrático, onde todos tenham os mesmos direitos, especialmente a criança. Porque ela não pode ter o direito de viver?
Só isso. Só viver... será que é muito?
Talvez seja, para quem já está vivendo, né? Para quem vive é fácil apoiar o aborto.
Sejamos diferentes e manifestemos nosso descontentamento com essa votação.

Pe. Wanderson Cintra Silva

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